Dr. André Luiz Luquini Pereira

Dr. André Luiz Luquini Pereira
Reumatologista e Clinico Geral - CRM-SP: 129.471
Assistente Técnico em perícias médicas
Estudante de doutorado na University of British Columbia - Vancouver, Canada
Assistente de Pesquisa no Arthritis Research Canada

Contato:
*E-mail: andreluquini@yahoo.com.br
*Instagram: @dr.andreluquini
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terça-feira, 5 de junho de 2012

ASLO


     "Tive dores nas juntas, até ficaram inchadas, meu médico pediu um exame de sangue (ASLO) que veio positivo. E agora? Eu tenho reumatismo no sangue? Já estou até tomando benzetacil a cada 21 dias..."


     Não é incomum chegarem pacientes com essa história no ambulatório de reumatologia. O ASLO (anticorpo anti-estreptolisina O), porém, é apenas um marcador sorológico de que a pessoa já teve contato com a bactéria (estreptococo), o que pode ter se dado por uma infecção de garganta, sem que isso signifique que ela tenha desenvolvido a doença Febre Reumática.
     Para se chegar a esse diagnóstico há um sistema de critérios, aplicáveis ao primeiro surto (Critérios de Jones modificados - 1992), bem estabelecidos na medicina, e necessários para diferenciar a Febre Reumática de outras causas de artrite, como uma artrite viral/reacional, artrite degenerativa/osteoartrite/artrose, ou mesmo doenças auto-imunes, como artrite reumatóide, lúpus, esclerose sistêmica, miopatias, gota, cada uma podendo apresentar artrite com características próprias na evolução, distribuição e duração da dor, sinais e sintomas extra-articulares, e alterações laboratoriais e aos exames de imagem, que cabem ao clínico, e especificamente ao reumatologista, apreciar e discernir.