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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Espondilite Anquilosante 

 

     Caracterizada por dor lombar de ritmo inflamatório, isto é, que piora com a imobilidade e melhora com a movimentação, com alternância do lado acometido, a Espondilite Anquilosante é uma patologia que ocorre mais em homens que em mulheres, e é responsável por grande limitação nos casos mais avançados.

     Faz parte do espectro das espondiloartrites, isto é, das patologias inflamatórias da coluna vertebral (padrão axial), com limitação à flexão e à lateralização da coluna lombar e cervical, mas pode acometer também ou exclusivamente as articulações dos membros (padrão apendicular), sobretudo dos membros inferiores, e também estruturas extra-articulares, como as ênteses (inserções dos tendões nos ossos). É comum também o acometimento ocular, com a chamada uveíte anterior, e a restrição da expansibilidade torácica. Associa-se fortemente à presença do marcador genético HLA-B27. Cabe ressaltar que a simples presença desse marcador não é suficiente para o diagnóstico da doença, bem como sua ausência não a exclui.

     O diagnóstico baseia-se numa série de dados clínicos e radiológicos, sendo atualmente recomendável o uso dos critérios do grupo ASAS:


 Dor nas costas  há  3 meses ou mais com idade de início antes dos 45 anos:

Sacroileíte na imagem* + pelo menos 1 das características da EA**
                                                     ou
HLA-B27 positivo + pelo menos 2 características da EA

 * inflamação ativa (aguda) na RNM, altamente sugestiva de sacroileíte associada a EA; ou sacroileíte radiológica definida de acordo com os critérios modificados de New York
**dor lombar inflamatória; artrite; entesite (calcanhar); uveíte; dactilite; psoríase; Crohn/colite ulcerativa; boa resposta a AINHs; história familiar de EA; HLA-B27; PCR elevada


     Sobressai a importância da Ressonância Magnética em T2 com supressão de gordura ou STIR, na definição de atividade da doença, revelando osteíte ("inflamação no osso") principalmente nos ângulos das vértebras e nas articulações sacroilíacas. Temos também o critério de atividade da doença, por meio do questionário que define o índice BASDAI



 Fonte: SAMPAIO-BARROS, Percival D. et al. Consenso Brasileiro de Espondiloartropatias: espondilite anquilosante e artrite psoriásica diagnóstico e tratamento - primeira revisão. Rev. Bras. Reumatol. [online]. 2007, vol.47, n.4 [cited  2013-05-31], pp. 233-242 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042007000400001&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0482-5004.  http://dx.doi.org/10.1590/S0482-50042007000400001.

    

  Quanto ao tratamento, a primeira escolha são os antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), que nessa patologia devem ser usados de forma contínua, diariamente, visando a inibir a formação dos sindesmófitos, que são pontes ósseas que se formam entre as vértebras, unindo-as e formando a chamada "coluna em bambu". Além dos AINEs, contamos também no arsenal terapêutico com a sulfassalazina para o acometimento apendicular, infiltrações intraarticulares de corticosteróides e os agentes biológicos anti-TNF alfa, intravenosos ou subcutâneos, cuja indicação cabe ao reumatologista.

 

Cartilha da Sociedade Brasileira de Reumatologia:  http://www.reumatologia.com.br/PDFs/Cartilha_Espondilite_Anquilosante.pdf  


*O quadro ASAS e Cartilha da SBR são de domínio público.

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