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sábado, 10 de novembro de 2012

Pesquisa detecta baixo conhecimento sobre osteoporose no Brasil

     O consumo de cálcio pelo brasileiro está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Registrado por uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) e realizada pelo Ibope, esse fato é um dos que compõem um quadro perigoso em relação a prevenção e cuidados contra a osteoporose, doença que fragiliza os ossos.

     A pesquisa Firme Forte Osteoporose 2012, divulgada durante a campanha de prevenção contra a doença, levanta outro dado preocupante: entre as mulheres, as mais propensas a sofrer do mal, menos de 20% consomem a quantidade recomendada de leite e derivados diariamente. Entre as mulheres mais jovens o quadro é ainda mais preocupante: nem 10% consomem três porções de leite e derivados diariamente, que é a quantidade mínima recomendada.

     O levantamento do Ibope identificou também que a prevenção primária da doença ainda é falha: metade da população que conhece a osteoporose (51%) considera que a prevenção deve ser iniciada somente na fase adulta. Apenas 33% responderam que se deve prevenir a osteoporose desde a infância.

     Entre as mulheres mais velhas (mais de 45 anos de idade) o conhecimento da doença ainda é superficial:


     - sabem que é no osso e que precisa tomar cálcio;
     - desconhecem que é silenciosa, a maioria acredita que causa dor (96%);
     - nem todas (40%) sabem que pode levar à morte;
     - só 39% já fizeram exame para detectar a doença.


     Com relação ao último item, entre as mulheres com 45 anos ou mais, somente 39% já realizaram exame para detectar a doença.

     A pesquisa do Ibope ouviu 1.008 mulheres com idade a partir dos 45 anos nas principais regiões metropolitanas do país; e 2.002 entrevistados em todo o país numa amostra representativa nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos de idade.

Sobre a doença 


     Osteoporose, que significa literalmente ‘osso poroso’, é uma doença progressiva de perda de massa óssea e deterioração esquelética na qual os ossos tornam-se frágeis e têm maior probabilidade de sofrer fraturas. Frequentemente a doença se desenvolve de forma imperceptível durante vários anos, sem sintomas ou dor, até a ocorrência de uma fratura.


      A osteoporose pode afetar pessoas de todas as idades, mas é muito mais comum em homens e mulheres mais velhos. Quase 75% das fraturas de quadril, coluna e punho ocorrem entre pessoas com 65 anos ou mais. Mulheres são mais suscetíveis a ter osteoporose porque elas perdem densidade óssea mais rapidamente à medida que seus níveis de estrógeno caem nos anos seguintes à menopausa.

     Fraturas em pessoas com ossos enfraquecidos ocorrem frequentemente após uma queda. Entretanto, elas também podem resultar de um esforço ou um impacto de menor intensidade durante as atividades cotidianas.

     Qualquer osso pode ser afetado, mas as fraturas mais comuns ocorrem no punho, na coluna e no quadril. Fraturas na coluna são conhecidas como fraturas vertebrais.

     Frequentemente fraturas levam à dor crônica, incapacidade e piora da qualidade de vida. As fraturas do quadril em particular quase sempre exigem hospitalização e cirurgias de grande porte e estão até associadas com maior risco de morte.

     A boa notícia é que agora a osteoporose é uma condição altamente tratável e, com uma combinação de mudanças no estilo de vida e tratamento médico adequado, o risco de fraturas pode ser reduzido.    


    Entre as opções terapêuticas, citamos duas classes de medicamentos: os antirreabsortivos, que bloqueiam a dissolução da matriz óssea pelos osteoclastos (entre eles os bisfosfonatos) e os pró-formadorores de osso, que favorecem a ação dos osteoblastos (como a teriparatida - análogo do paratormônio). Há também os de ação mista como o ranelato de estrôncio. Mais recentemente, temos o denosumab, medicamento biológico que consiste em um anticorpo monoclonal que se liga a uma molécula chamada RANK-ligante, bloqueando-a, e conseqüentemente servindo de obstáculo à sinalização da reabsorção óssea.

     Cabe salientar a importância de adequar a terapêutica a cada paciente - algo que parece simples, mas que esbarra ora na dificuldade em interpretar os resultados de uma densitometria óssea por parte do médico, ora no desconhecimento das especificidades de cada medicamento, ora na dificuldade em promover a adesão adequada do paciente ao tratamento (medicamentos, mudança de hábitos alimentares, medidas para prevenção de quedas, exposição solar e nível de atividade física).


Site da campanha: www.sejafirmeforte.com.br



Adaptado da Fonte: http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Perfil=&Menu=DoencasOrientacoes&Pagina=noticias/in_noticias_resultados.asp&IDNoticia=235

Autoria: SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA - 25/10/2012
Jornalista Responsável: Maria Teresa Marques

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