Dr. André Luiz Luquini Pereira

Dr. André Luiz Luquini Pereira
Reumatologista e Clinico Geral - CRM-SP: 129.471
Assistente Técnico em perícias médicas
Estudante de doutorado na University of British Columbia - Vancouver, Canada
Assistente de Pesquisa no Arthritis Research Canada

Contato:
*E-mail: andreluquini@yahoo.com.br
*Instagram: @dr.andreluquini
*Facebook: Clínica Luquini
*Website: www.clinicaluquini.wix.com/clinicaluquini
*LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/andreluquini/

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Ajude o Dr. André a estudar no Canadá


Filho de eletricista e telefonista torna-se reumatologista e fará PhD em prol de trabalhadores



Doenças musculoesqueléticas e reumatismos, são a principal causa de afastamento do trabalho em nosso meio, quer sejam de causa inflamatória (como as doenças auto-imunes), quer sejam de causa traumato-degenerativa (como a osteoartrite e as burso-tendinopatias, no espectro das lesões por esforços repetitivos). São um verdadeiro desafio para a estrutura atual dos sistemas trabalhistas/previdenciários no mundo todo, ante a tendência crescente de envelhecimento da população e permanência por mais anos do trabalhador na ativa, com transformações no significado atribuído à aposentadoria.
Um estudo que abordasse a funcionalidade e capacidade laborativa desses pacientes e propusesse um programa de intervenções realizadas por uma equipe multiprofissional, baseado em uma plataforma online para permitir ampla aplicabilidade e reavaliação periódica dos resultados, norteada pelo método científico seria de grande valia para os campos da Reumatologia e da Medicina do Trabalho, prevenindo perda de empregos e de produtividade.


Tal programa está em andamento no Canadá , na província de British Columbia, capitaneado pela Dra. Diane Lacaille e recebeu o nome “ Making it Work ” (que significa “Fazendo trabalhar/funcionar”, em uma tradução livre). E é para me dedicar a esse programa, e fazer parte da equipe da Dra Lacaille que fui aceito para fazer meu Doutorado em Vancouver, na University of British Columbia (UBC). 
O programa para o qual fui selecionado consiste em um curso com duração mínima de 4 anos. Durante o doutorado, avaliarei a eficácia de um programa de intervenção elaborado pela Dra Lacaille e seus colaboradores, em mudar o panorama ocupacional de pacientes com artrites, visando a compreender e prevenir o absenteísmo e o presenteísmo (queda de produtividade no trabalho), entre outros aspectos como ergonomia, reabilitação funcional e qualidade de vida. Como mencionado anteriormente, o programa se chama Making it Work e consiste na avaliação periódica da situação ocupacional dos pacientes com artrites, via plataforma online, antes e durante as intervenções realizadas através de vídeo-aulas e encontros com equipe multiprofissional envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e conselheiros vocacionais. Tal estudo tem relevância mundial e tem potencial para mudar as políticas públicas relacionadas ao cuidado que a medicina ocupacional pode prestar aos pacientes reumatológicos de todo o globo.
Abaixo, um vídeo da Dra Lacaille explicando sobre o programa Making it Work (em inglês):

Em seguida, minha carta de aceite no programa de doutorado em Medicina Experimental da UBC:


Olá, chamo-me André e sou médico reumatologista e clínico geral, formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (CRM-SP 129.471), esposo da Kizzy, pai do Luiz Paulo e do Daniel.
Nasci em Leopoldina e cresci em Cataguases, ambos municípios da Zona da Mata mineira, de cerca de 80 mil habitantes. Minha mãe era telefonista e meu pai eletricista, ambos hoje aposentados pelo INSS. Estudei durante todo o ensino fundamental em escolas estaduais públicas da minha cidade (EE Guido Marlière e EE Marieta Soares Teixeira). Desde muito pequeno tinha o sonho de ser médico, mas meus pais sempre me disseram: para ser médico, tem que estudar muito, o vestibular das faculdades públicas é muito concorrido (e fazer faculdade paga nunca seria uma opção), a faculdade é muito difícil, os livros são caros e é preciso estudar sempre, abrindo mão de muitas coisas ao longo da vida. Esse panorama não me deteve; me desafiou, me estimulou. Em 1998, prestei a prova de admissão para o Colégio Universitário da Universidade Federal de Viçosa (COLUNI/UFV), obtendo a primeira colocação no meu ano. Com apenas 14 anos saí de casa para estudar, após um "intensivão de dono-de-casa” com minha mãe (o que não evitou que os mais íntimos me conhecessem por “Miojo Mágico”). Dediquei-me intensamente aos estudos durante todo o ensino médio, e ao final do terceiro ano prestei o vestibular da Unicamp pela primeira vez e fui aprovado no curso de medicina.
A mudança para outro estado, para uma cidade grande foi mais um desafio. Na época, as notícias de crimes do PCC no estado de São Paulo nos jornais deixavam minha mãe aterrorizada e quase atrapalharam meu sonho. Concluí a graduação em medicina em 2007, trazendo os louros de dois projetos de pesquisa de iniciação científica com bolsa PIBIC/CNPq, um prêmio Adolfo Lutz oferecido pelo Centro Acadêmico do curso de medicina pela apresentação oral de meu primeiro estudo no Congresso Médico Acadêmico da Unicamp (COMAU), cujo valor em dinheiro foi exatamente o que eu precisava para comprar meu Cecil (livro de medicina interna) – primeiro, após “muito xerox” -, e a certeza de que eu havia encontrado de fato minha vocação. Após um ano de serviço voluntário como tenente-médico no Exército Brasileiro, retornei à Unicamp para realizar minha residência em Clínica Médica (2 anos) e posteriormente em Reumatologia (2 anos), após sucesso nas provas de admissão em cada etapa. Paralelamente à residência de Reumatologia, dava plantões em hospitais da região e assistia a aulas da pós-graduação em Perícias Médicas e Medicina do Trabalho aos finais de semana.
Em 2013 iniciei meu consultório de Reumatologia alugando salas nas cidades de Campinas e Indaiatuba, atendendo a planos de saúde pequenos e trabalhando também 3 dias por semana em plantões noturnos em Campinas, Louveira e Valinhos, além de trabalhar como médico examinador em Clínicas de Saúde Ocupacional, para custear minha moradia e minha entrada na Unimed Campinas. Em 2015, com o nascimento do meu primeiro filho, decidi abandonar os plantões noturnos para pelo menos dormir em casa todos os dias, mas para isso precisei aumentar a carga de trabalho no consultório, trabalhando em média 12 horas por dia, uma vez que a reumatologia é uma especialidade que conta basicamente com consultas (que são pouco remuneradas pelos planos de saúde: cerca de 35 reais por consulta), e não há grandes procedimentos, como nas especialidades cirúrgicas.
Hoje moro em Campinas-SP, atuo como reumatologista nos consultórios de Campinas e Indaiatuba e nos Centros Clínicos dos planos de saúde dos hospitais Beneficência Portuguesa e Vera Cruz, além de atuar como assistente técnico em perícias médicas. Dedico-me insistentemente a divulgar a reumatologia em linguagem simples através do meu blog, site e perfis no Facebook e Instagram. 
No Brasil, os médicos têm em média de 3 a 4 empregos, pela elevada carga tributária a que estão submetidos, como profissionais autônomos (IR 27,5%, INSS 11%, ISSQN 2%) e/ou como pessoa jurídica (Simples ou lucro presumido, gastos com contabilidade), sem direito a décimo-terceiro ou férias, enquanto autônomo freelancer ou PJ; e pelos elevados custos necessários para exercer a medicina (anuidades do CRM, contas dos consultórios). Além disso, a remuneração é afetada por outras questões como glosas de consultas pelos convênios, atrasos e calotes. No saldo final, o que sobra é um valor irrisório. No fim de 2016, por exemplo, com o calote de quatro meses de um plano de saúde, tive que fechar minha clínica em Campinas.
Tudo isso me fez repensar minha vida profissional e pessoal. Decidi retomar a veia acadêmica e me candidatar ao mestrado. Estudei inúmeras universidades ao redor do mundo, avaliando os quesitos: professores e áreas de pesquisa, língua inglesa ou portuguesa, custo dos programas, oferta de bolsas e opção de visto que me permitisse trabalhar durante o doutorado. Nesse processo, entrei em contato com a Dra Lacaille, por e-mail e posteriormente em entrevista por telefone e, após avaliar meu currículo e histórico escolar, informou-me de que eu seria elegível para acesso direto ao doutorado.


O sonho de estudar em outro país surgiu primeiro no coração de minha esposa, que é fisioterapeuta. E ela tem sido minha coach, guerreira, sonhadora, perscrutadora, mola propulsora, esposa e mãe dos meus filhos, cuja fé em Deus não esmorece jamais.
A primeira pergunta que pode vir à cabeça é: MAS POR QUE CANADÁ? E são várias as respostas. A primeira é porque a professora que será minha orientadora na UBC é referência internacional no estudo das relações entre as artrites e o trabalho, com vários artigos publicados em revistas renomadas da área, e ela mora e pesquisa no Canadá. A segunda resposta diz respeito à Universidade. A UBC é a 34ª melhor universidade do mundo pelo Times Higher Education (THE) (para se ter uma idéia, a USP e a Unicamp, que são as melhores universidades da América Latina, estão depois das primeiras 250 no mesmo ranking). Segundo outro ranking, o QS World University Rankings, a UBC apareceu em 51º lugar, e a USP e Unicamp no 121º e 182º, respectivamente, em 2017.



Links do ranking THE:



Claro que os rankings têm vieses, mas as dificuldades que a educação e a saúde enfrentam em nosso país, na perspectiva do congelamento dos investimentos públicos nessas áreas pelos próximos 20 anos, nos fez buscar alternativas para possibilitar nosso aprimoramento científico-acadêmico em uma instituição internacional de excelência. Cortar recursos da educação sistematicamente é boicotar os sonhos das futuras gerações. Não há mais o programa Ciência Sem Fronteiras do Governo Federal, e uma bolsa da CAPES de doutorado pleno no exterior é inferior ao valor necessário para efetivamente se dedicar aos estudos e ainda sustentar uma família de 4 pessoas, além de esbarrarmos na burocracia do processo. Para se ter uma idéia, a Dra Lacaille me enviou um e-mail assustada após tentar preencher os formulários para solicitação da bolsa pela CAPES. Os formulários estão todos em português e perguntam algumas informações confidenciais e desnecessárias, como o seu número de passaporte (sendo que quem irá viajar e sair do país de origem sou eu, e não ela). Ainda assim, estamos participando desse processo seletivo também, sem resposta até o momento.


Todos os avanços científicos de nossa era, em especial os ocorridos na medicina, foram possibilitados pela pesquisa científica. A inovação no entendimento, prevenção e tratamento das doenças só é possível graças à persistência, à sagacidade, ao rigor e à idoneidade dos cientistas de todo o mundo, comprometidos com a execução de estudos qualitativos sérios, ou controlados e randomizados e meta-análises, a fim de investigar e comparar evidências científicas que possam nortear a prática médica à beira do leito. Não há mais espaço para o obscurantismo e os achismos de profissionais acomodados e desatualizados. 
Nesse contexto, ao me ajudar, você estará incentivando que mais estudantes e profissionais se interessem pela pesquisa científica e ajudando a desenvolver a ciência nacional. Investir no estudo é investir no futuro. Recorrer às campanhas de financiamento coletivo (“vaquinha virtual”) foi a alternativa que encontrei para complementar os recursos necessários para garantir meu aprimoramento acadêmico e profissional nessa empreitada. Pretendo também continuar me dedicando à divulgação da reumatologia e futuramente me dedicar ao ensino da medicina e à formação de novos médicos com ética e excelência.




Dados de minha conta bancária no Brasil:

Após realizar sua doação, por favor envie o comprovante de depósito/transferência para o e-mail: andreluquini83@gmail.com, para que possamos agradecê-lo(a).

MEUS CONTATOS:

E-mail: andreluquini@yahoo.com.br

Perfil público: 









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English:
Hello, my name is André and I am a rheumatologist and general practitioner, formed by UNICAMP (CRM-SP 129.471), husband of Kizzy, father of Luiz Paulo and Daniel.
I was born in Leopoldina and grew up in Cataguases, both municipalities in the Zona da Mata mineira in Brazil, of about 80 thousand inhabitants. My mother was a telephone operator and my father electrician, both retired today by the National Social Security Institute. I studied throughout elementary school in public state schools in my town (EE Guido Marlière and EE Marieta Soares Teixeira). From a very young age I had the dream of being a doctor, but my parents always told me: to be a doctor, you have to study a lot, the college entrance examination is very hard (and paying college would never be an option), college is very difficult , books are expensive and one must always study, giving up many things throughout life. This overview did not stop me; challenged me, stimulated me. In 1998, I took the admission test to the University College of the Federal University of Viçosa (COLUNI / UFV), obtaining first place in my year. At the age of 14 I left home to study, after an "intensive housekeeper course" with my mother (which did not prevent my closest friends from knowing me as "Magic Lamen"). I devoted myself intensely to my studies throughout high school, and at the end of the third year I took the university entrance exam for the first time and I was approved in the medical course.
Moving to another state for a big city was more of a challenge. I graduated in medicine in 2007, bringing the laurels of two research projects of scientific initiation with PIBIC / CNPq scholarship, an Adolfo Lutz award offered by the Academic Center of the medical course for the oral presentation of my first study at the Medical Academic Congress of Unicamp, whose cash value was exactly what I needed to buy my Cecil (book of internal medicine) - first one, after "many photocopies" - and the certainty that I had actually found my vocation. After a year of volunteer service as a lieutenant-doctor in the Brazilian Army, I returned to Unicamp to do my residency in Internal Medicine (2 years) and later in Rheumatology (2 years), after successful admission tests at each stage. Parallel to the residence of Rheumatology, I worked as Emergency doctor in hospitals of the region of Campinas and attended classes of the post-graduation in Expert Medical Accessment and Occupational Medicine at the weekends.
Today I live in Campinas-SP. I work as a rheumatologist in the offices of Campinas and Indaiatuba, besides acting as technical assistant in Expert medical examinations. I have been persistently promoting rheumatology in simple language through my blog, website and profiles on Facebook and Instagram.
In 2017, I decided to retake the academic vein and apply for a master's degree. In that process, I contacted Dr. Diane Lacaille, a rheumatologist at the University of British Columbia in Vancouver, Canada, who, after evaluating my curriculum and transcripts, informed me that I would be eligible for direct access to my PhD.
UBC is the 34th best university in the world by Times Higher Education (THE). The doctoral program for which I was selected lasts at least 3 to 4 years. During this period, I will evaluate the effectiveness of the intervention program developed by Dra Lacaille and his colleagues called Making It Work, which aims to change the occupational status of patients with arthritis, preventing job loss, absenteeism and presenteeism (the decline in productivity at work), among other aspects such as ergonomics, functional rehabilitation and quality of life. Rheumatisms and repetitive strain injuries are the main cause of work withdrawal in Brazil. Such a study has worldwide relevance and has the potential to change the public policies related to the care that occupational medicine can provide to rheumatologic patients across the globe.
The difficulties that education and health face in Brazil, with the freezing of public investments in these areas for the next 20 years, made me look for alternatives to fund my studies. There is no "Ciências Sem Fronteiras" ("Science Without Borders", a governmental program for international post-graduation funding) anymore and a CAPES scholarship is insufficient to allow exclusive dedication to research. Still, we are participating in this selective process too, with no response so far. The way I found was to resort to a crowdfunding campaign to guarantee my post-graduate abroad and not miss this opportunity.
I intend to continue dedicating myself to the dissemination of rheumatology and in future to dedicate myself to the teaching of medicine and the formation of new doctors with ethics and excellence.

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