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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fibromialgia


     Muitos mitos têm sido criados em torno da Fibromialgia, e é triste que esse termo venha sendo usado de forma pejorativa, como sinônimo de "paciente poliqueixoso". De fato, o paciente que apresente dores difusas pelo corpo, com maior ou menor intensidade, mas freqüentes, e com alterações do sono, da libido e do humor, sem resposta satisfatória aos analgésicos comuns, sem qualquer alteração aos exames radiológicos e laboratoriais que justifiquem seu quadro, não vai aparecer no consultório com o mais belo dos sorrisos primaveris.
    
     A Fibromialgia caracteriza-se por dores musculares difusas, sem causa aparente, às vezes debilitante, acompanhada por fadiga crônica e sono não reparador. Classicamente, a paciente deve apresentar dor à compressão padronizada em pelo menos  11 dos 18 pontos dolorosos descritos. Mas não se deve excluir o diagnóstico caso haja menos de 11 ou mais de 18 pontos... Recentemente o quadro de dor e  fadiga sistêmica recebeu maior atenção, sendo considerado com maior importância para o diagnóstico.

     O mecanismo da doença está relacionado a uma hipersensibilidade do sistema nervoso à dor, por isso é chamada de síndrome de amplificação dolorosa. Pode ocorrer isoladamente ou em associação a outras patologias, em geral crônicas, como a artrite reumatóide, lombalgias crônicas, tendinites crônicas antigamente englobadas nas chamadas DORT/LER, neoplasias ou mesmo a osteoartrite.

     O tratamento com maior evidências na literatura consiste em estratégias multiprofissionais para dessensibilização dos centros da dor, com uso de fármacos antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina em baixa dose, relaxantes musculares de ação central, moduladores dos portais da dor, acupuntura, atividades físicas, fisioterapia, alongamento, e  em alguns casos atenção psicológica, por meio da terapia cognitivo-comportamental.

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